As salas da galeria eram interativas e não apenas para a observação. Portanto, não houve muita diferença entre analisar a obra antes e depois de ler a descrição.
Ao entrar dentro do prédio nos deparamos com uma sala com portas para outras cinco salas, causando assim a sensação de labirinto e de estar perdido ao entrar lá dentro. Além disso, a sala era escura e fria. Mas ao entrar nas salas interativas essas sensações eram substituídas por aquelas causadas pelas interações: euforia, empolgação, relaxamento, mistério.
O prédio, o qual consiste em cinco salas, uma sala central e duas salas de entrada, foi todo projetado para abrigar as obras, por isso é perceptível por dentro há integração entre o prédio e o intuito da obra de causar essa sensação labiríntica, e tudo isso parece fazer muito sentido. Entretanto, o seu exterior é apenas reflexo do interior, as cinco salas vistas por fora se tornam cinco "caixotes" enormes. E isso no contexto do Inhotim, isso se contrasta muito com os arredores, a galeria se revela bruscamente no meio do jardim como uma imensa muralha de pedra na paisagem.
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